Comparativo rápido: Grace-700 vs a linha premium Tagima
Não quer ler o artigo inteiro? Essa tabela resolve. Clique direto no preço da que te interessar — os detalhes completos estão logo abaixo, se quiser se aprofundar antes de decidir.
| # | Modelo | Preço | Corpo / Captadores | Diferencial | Ver preço |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Tagima Grace-700 | R$ 2.300–2.900 | Mogno / HH zebra alnico | Tampo quilted maple, assinatura Cacau Santos | Ver preço → |
| 2 | Tagima Stella Modern | R$ 3.200–4.800 | Mogno / HSS alnico | Rosewood boliviano, formato strat-style | Ver preço → |
| 3 | Tagima T-640 Super | R$ 1.900–2.300 | Alder / HSS alnico | Mais em conta, formato strat clássico | Ver preço → |
| 4 | Yamaha Pacifica 112V | R$ 3.450–3.800 | Alder / HSS coil-tap | Referência internacional na faixa | Ver review → |
Para quem cada nível faz sentido
A Grace-700 tem formato e captação diferentes das outras linhas premium da Tagima — escolha pelo som que você quer, não só pelo nome.
Review Tagima Grace-700: o que você precisa saber
Você já pegou uma guitarra e a primeira coisa que fez foi virar ela na luz pra ver o padrão da madeira brilhar? Foi exatamente minha reação com a Grace-700 — o tampo em quilted maple ("madeira acolchoada", pelo padrão ondulado característico) sob o acabamento Honey Burst cria um efeito tridimensional que muda de tom conforme o ângulo da luz. É o tipo de detalhe estético que normalmente só aparece em guitarras bem mais caras.
Quem é Cacau Santos? Um guitarrista e criador de conteúdo brasileiro conhecido por vídeos de covers e aulas — o tipo de nome que atrai fãs específicos pra esse modelo. Mas deixando a assinatura de lado por um momento: a guitarra em si, avaliada pelos materiais, entrega o que promete. Corpo maciço em mogno, sem economizar em acabamento, com o peso de 3,5kg que passa presença sem exagerar.
- ✓ Tampo quilted maple com acabamento visualmente impressionante
- ✓ Corpo em mogno — mais sustain e médios quentes
- ✓ Dois humbuckers zebra alnico com boa resposta dinâmica
- ✓ Tarraxas locking — resolve boa parte do problema de afinação
- ✓ Nut de osso, hardware coerente com a proposta premium
- ✓ Preço mais acessível que a Stella Modern nessa faixa premium
- ✗ Circuito simples (1V, 1T) — sem coil-split nos humbuckers
- ✗ Tremolo vintage de 2 pivôs, mesma limitação da linha Classic
- ✗ Só uma cor oficial (Honey Burst)
- ✗ Preço varia muito entre lojas — pesquisar antes de comprar
Construção: mogno, quilted maple e um formato próprio
Corpo em Mahogany (mogno) com tampo em Quilted Maple — a mesma combinação de madeiras usada em guitarras de padrão Les Paul mais caras, só que aqui num formato single-cutaway próprio, diferente tanto do corpo duplo-corte de uma Strat quanto do corpo simétrico de uma Tele. O mogno contribui com sustain e médios quentes; o tampo em maple ondulado adiciona um pouco mais de brilho nos agudos, equilibrando o caráter mais escuro do mogno puro.
Braço em Maple shape C com escala Tech Wood, 22 trastes, 25.5" e raio 9.5" — dimensões consistentes com o resto da linha premium Tagima. O nut de osso 43mm segue o mesmo padrão de qualidade da Classic Series e da Stella Modern.
Corpo em mogno, tampo quilted maple, dois humbuckers zebra alnico. A guitarra de assinatura mais acessível da linha premium Tagima.
Como soa a Grace-700
Você já reparou como duas guitarras com a mesma configuração de captadores soam diferente por causa da madeira? A Grace-700 é HH — dois humbuckers — igual à Stella Modern, mas o corpo em mogno puro (sem a mistura com maple na parte estrutural, já que o maple aqui é só o tampo decorativo) entrega um som mais denso e menos brilhante que a combinação de madeiras da Stella.
Captador do braço (neck): quente, com sustain generoso graças ao mogno — boa opção pra solos melódicos e blues mais pesado.
Captador da ponte (bridge): saída robusta, médios presentes, cortando bem em riffs distorcidos. A combinação de humbucker alnico com corpo em mogno é clássica pra rock e hard rock.
Posição intermediária: os dois humbuckers juntos entregam um som mais equilibrado, útil pra passagens limpas com um pouco mais de corpo que o captador do braço sozinho.
Hardware: o conjunto vintage com trava
A ponte tremolo vintage de 2 pivôs segue o mesmo padrão do resto da linha premium Tagima — funciona bem para vibratos suaves, com as tarraxas locking ajudando bastante na estabilidade geral. O circuito com 1 volume e 1 tone é simples, sem grandes surpresas, mas cumpre bem o papel para quem prioriza tocar em vez de ajustar controles constantemente.
Grace-700 vs concorrentes: comparativo honesto
Grace-700 vs Tagima Stella Modern: as duas competem na faixa premium, mas com propostas diferentes. A Stella Modern tem formato mais próximo de uma strat, configuração HSS (mais versátil) e escala em rosewood boliviano. A Grace-700 tem formato próprio, configuração HH (mais focada em rock/blues) e custa menos. Se versatilidade é prioridade, a Stella Modern leva vantagem; se você já sabe que quer o som HH e gosta do visual quilted maple, a Grace-700 é a escolha mais em conta.
Grace-700 vs Tagima T-640 Super: a T-640 Super custa menos, mas tem corpo em alder (não mogno) e configuração HSS diferente. A Grace-700 justifica o preço maior com o tampo decorativo e o formato exclusivo de assinatura.
Grace-700 vs Yamaha Pacifica 112V: a Pacifica tem coil-tap (recurso que a Grace-700 não tem) e décadas de reputação consolidada. A Grace-700 responde com o visual mais chamativo e o corpo em mogno, que entrega um caráter sonoro diferente. É uma escolha de prioridade: versatilidade eletrônica testada vs estética e caráter tonal.
Confira o preço atual da Grace-700 no Mercado Livre. A diferença entre vendedores pode passar de R$ 500 — pesquise antes de fechar.
Humbuckers zebra alnico: o que esperar do som
A Grace-700 usa dois humbuckers (configuração HH) com carretéis "zebra", um preto e um branco, e ímãs alnico. Esse conjunto define o caráter da guitarra, e vale entender o que ele oferece.
Ímãs alnico: têm campo magnético mais suave do que os cerâmicos, o que resulta em um som mais quente e com mais variação entre tocar suave e tocar forte. É uma resposta mais "viva", que se percebe principalmente em volumes mais altos e ao gravar.
Configuração HH: com dois humbuckers e uma chave de 3 posições (ponte, ponte e braço, braço), a guitarra cobre bem rock, hard rock, blues rock e sons mais encorpados. O ruído é baixo, ao contrário do que acontece com single coils.
Ponte: o captador da ponte entrega ataque e corpo para riffs e solos com distorção. A saída é alta o suficiente para distorção média a alta.
Braço: mais quente e arredondado, bom para solos melódicos e blues. Com o tom um pouco fechado, o som fica aveludado.
Posição do meio: combina os dois captadores e dá um timbre mais aberto, útil para ritmos e sons limpos.
Para entender melhor como os captadores mudam o som, veja single coil vs humbucker.
Tampo quilted maple: beleza, peso e cuidados
O tampo em quilted maple é o principal atrativo visual da Grace-700. O padrão ondulado, sob o acabamento Honey Burst, muda de tom conforme a luz.
Estética: o efeito tridimensional é o tipo de detalhe que costuma aparecer em guitarras bem mais caras. Vale conferir as fotos do anúncio com atenção, porque o padrão varia de uma unidade para outra.
Peso: o corpo maciço em mogno com tampo de maple pesa cerca de 3,5 kg. É um peso que passa presença sem exagerar, mas que pode cansar em sessões longas em pé. Uma correia acolchoada ajuda.
Cuidados: limpe com um pano macio e seco. Evite deixar a guitarra sob sol direto, porque o calor pode alterar o verniz e a madeira. Produtos abrasivos riscam o acabamento.
Manutenção: uma capa acolchoada protege no transporte. Confira a lista de acessórios essenciais para guitarra.
Estilos musicais: onde a Grace-700 rende mais
Rock, hard rock e blues rock: é o território natural. O corpo em mogno, os humbuckers alnico e o nut de osso entregam sustain, médios quentes e resposta dinâmica.
Covers e solos melódicos: a guitarra é de assinatura de um criador de conteúdo de covers e aulas, e o perfil combina com repertório de rock e pop rock. O captador do braço com um pouco de overdrive é ótimo para solos cantados.
Pop e MPB: serve bem para acompanhamentos com timbres quentes. Para sons cristalinos, um single coil tende a ser mais versátil.
Metal: aguenta metal clássico, mas o tremolo vintage de 2 pivôs é limitação para dive bombs e afinações baixas. Para outras opções voltadas ao estilo, veja Guitarra Jackson é boa?
Como configurar a Grace-700 depois da compra
Tarraxas locking: a corda é travada com um parafuso no eixo, sem voltas soltas. Isso reduz a desafinação e agiliza a troca de cordas. Depois de afinar, corte a sobra e estabilize as cordas novas, puxando-as suavemente e reafinando algumas vezes.
Tremolo de 2 pivôs: deixe a ponte rente ao corpo para vibratos moderados, ou levemente levantada para poder subir a nota. Se você raramente usa a alavanca, um calço de madeira ou borracha trava a ponte e deixa a afinação muito estável.
Altura das cordas: como referência geral, algo entre 1,6 e 2,0 mm na 12ª casa é confortável para a maioria das mãos. Quem tem prática resolve isso em minutos.
Altura dos captadores: mais próximos das cordas, mais saída; mais afastados, som mais aberto. Use uma chave de fenda pequena e mexa em um lado de cada vez. Para o processo completo, veja como funciona a regulagem da guitarra.
Erros de compra com a Grace-700
Comprar só pela assinatura: a guitarra vale pelos materiais, não pelo nome. Se o formato e o timbre não combinam com o que você toca, considere outra opção. Compare com a Stella Modern e a T-640 Super.
Esperar Floyd Rose: as tarraxas locking ajudam, mas o tremolo continua sendo vintage de 2 pivôs. Para uso intenso da alavanca, considere outra ponte.
Ignorar a regulagem: reserve de R$ 100 a R$ 200 para ajustar a guitarra ao seu jeito de tocar.
Não checar o vendedor: confira nota, prazo de troca e nota fiscal antes de fechar.
O que conferir na sua Tagima Grace-700 ao abrir a caixa
O padrão do quilted maple: o desenho ondulado varia de unidade para unidade. Compare com as fotos do anúncio e veja se não há trincas ou manchas no verniz do tampo.
As tarraxas locking: aperte e solte cada parafuso de trava. Um que gire em falso não segura a corda e resolve-se com troca.
O nut de osso: observe as ranhuras. Devem estar limpas e do tamanho certo para cada corda, sem lascas.
O peso: a Grace-700 fica em cerca de 3,5 kg. Se você notar bem mais que isso, o corpo pode ser de uma peça mais densa.
Quanto custa ter uma Tagima Grace-700 de verdade
A Grace-700 custa entre R$ 2.300 e R$ 2.900. Com captadores zebra alnico e tarraxas locking de fábrica, o gasto que falta é um amplificador que valorize a resposta dinâmica: num amp de estudo muito simples, você perde parte do que pagou.
Para o conjunto completo, veja quanto custa montar um setup completo de guitarra.
Grace-700, Stella Modern ou T-640: como decidir entre as premium da Tagima
As três guitarras ocupam a faixa premium da Tagima, mas com propostas diferentes. A decisão fica no formato e no timbre.
Formato: a Grace-700 é single-cut, com corpo em mogno e tampo de maple, e usa dois humbuckers. A Stella Modern e a T-640 são strat-style com configuração HSS.
Timbre: a Grace-700 entrega o som encorpado de um humbucker duplo, mais próximo de rock e blues rock. As strat-style têm mais versatilidade, com single coils cristalinos.
Preço: a Grace-700 fica entre a T-640 (mais em conta) e a Stella Modern (mais cara). Compare as reviews da Stella Modern e da T-640 Super antes de decidir.
Prós e contras — resumo final
- ✓ Tampo quilted maple com acabamento visualmente impressionante
- ✓ Corpo em mogno — sustain generoso, médios quentes
- ✓ Tarraxas locking melhoram bastante a estabilidade de afinação
- ✓ Formato exclusivo — não é uma cópia genérica de Strat/Tele
- ✓ Nut de osso, hardware coerente com a proposta premium
- ✓ Mais acessível que a Stella Modern na faixa premium Tagima
- ✗ Sem coil-split — menos versátil que HSS com essa opção
- ✗ Tremolo vintage de 2 pivôs, ainda a maior limitação da linha
- ✗ Só uma cor oficial disponível
- ✗ Preço varia muito entre vendedores — vale pesquisar bastante
Para quem a Grace-700 faz sentido
Compre a Grace-700 se: você gosta do visual quilted maple e quer uma guitarra com identidade própria, fora do molde tradicional. Se o som HH em corpo de mogno é o que você procura — mais denso, mais sustain, ideal pra rock e blues mais pesado. Se você é fã do trabalho de Cacau Santos e valoriza a conexão com o artista, mas mesmo sem isso a guitarra entrega materiais reais que justificam o preço.
Não compre se: você precisa de versatilidade tonal máxima — nesse caso a Yamaha Pacifica, com coil-tap, entrega mais opções. Também vale considerar a Stella Modern se o formato strat-style e a configuração HSS forem mais importantes pra você que o formato exclusivo da Grace-700.
Tirando a assinatura do nome, a Grace-700 se sustenta como uma guitarra premium honesta — materiais reais, acabamento caprichado, som denso e característico. O nome do artista é um atrativo a mais, não uma muleta pra esconder qualidade fraca.
Sendo bem direto: se eu quisesse esse visual quilted maple e esse som mais denso de HH em mogno, a Grace-700 seria uma escolha fácil, especialmente pelo preço mais em conta que a Stella Modern na mesma faixa premium. Mas se eu precisasse de mais versatilidade tonal — tocando estilos variados — provavelmente iria de Yamaha Pacifica pelo coil-tap. É decisão de prioridade: caráter sonoro específico vs versatilidade testada.
Veja o preço atual da Tagima Grace-700 no Mercado Livre. Preços variam bastante entre vendedores — vale comparar antes de fechar.